Batman vs Superman — Sejamos Justos?
Eu consegui entender (ao menos acho) o motivo da divisão entre pessoas que odiaram e amaram o filme.
Filme complexo… daqueles em que, ao sair do cinema, você se sente feliz, ou com raiva, e que, depois de um tempo (não sei qual será de cada um), em todos os sentidos,levanta a pergunta: o que foi isso?
Para mim, é impossível analisá-lo somente na perspectiva da obra, pois o que ocorre fora estourou a porteira e invadiu todo seu enredo.
A batalha extrapolou as telas. Vimos críticos e fãs raivosos, até expressando certos preconceitos, pessoas o defendendo-o veementemente, e, como sempre acontece, aparece a turma do deixa-disso.
Como também acontece com o roteiro do filme, não consigo fazer uma análise geral sem quebrar em partes, e por isso não me aprofundarei em alguns aspectos
PS: estarão recheadas de spoilers. Portanto, leia após ver o filme ou se não ligar para isso.
O que é DC para mim. Controle de amor ligado no talo.
Principal pioneira, precursora e idealista da nona arte no mundo, que transpassou a barreira de origem. No cinema, não vou nem para o longa do Superman de 1951, mas sim o de 1978, que se tornou um filme icônico, e alçou Christopher Reeves ao estrelato. Passamos por dois filmes do Batman (muito catapultados pelos quadrinhos clássicos escritos por Frank Miller e Alan Moore), até chegar à trilogia de Christopher Nolan (que também nos brinda com outra obra impactante que é o seu segundo filme, The Dark Knight).
Engraçado como esta rivalidade Marvel x DC nos quadrinhos se espelha também no cinema. Enquanto a DC possui clássicos, e a Marvel não (o que é relativo, pois o que é um clássico?), a DC erra muito mais que a Marvel (o que também é relativo, pois a Marvel também erra).
Ainda nesta questão de semelhanças, a DC sempre teve como característica obras muito pautadas no autor, não numa linha editorial. A liberdade sempre foi grande para quem escreve e desenha, o que é bom, mas sempre um risco.
Outra questão é a das características de seus personagens: icônicos, mitológicos. Pergunte ao seu avô ou avó quem são Superman, Batman e Mulher-Maravilha, que, mesmo não lendo nada disso pela vida, saberão mais sobre eles (ao menos os dois primeiros) do que de qualquer outro.
São mitos sendo expostos dentro de suas distopias e utopias, explicitando seus dilemas e conflitos psicológicos. Neste sentido, a visão quase sempre é de “cima para baixo”; de deuses (por poder ou elevação) olhando para nós através de metáforas e analogias, numa escala gigante de ações em tons entre o branco e o preto.
Na DC, seus personagens são grandiosos, por vezes pavonescos, o que sempre causa uma dificuldade e desafio para quem cria, porém, quando vem o acerto, são elevados ao topo. Ou seja, quando se escreve para DC, salvo algumas exceções, naturalmente se aborda assuntos de maior densidade.
Warner/DC
Enquanto tudo era muito incipiente e tecnologicamente complicado para se adaptar heróis de quadrinhos para as telas, entre erros, e acertos, e filmes espaçados, sem quase nenhuma ligação entre seus heróis, a Warner reinou. Teve os principais filmes, ganhando quantias gigantes de dinheiro, tanto no acerto quanto no erro.
Porém, as coisas mudaram, e de meados para o final da primeira década dos anos 2000 veio o universo cinematográfico da Marvel, no qual se provou possível existir algo similar ao que se trabalhava em quadrinhos no cinema: a criação de universo, não somente filmes que não conversam. E foi aí que vimos ambas as empresas perdidas, e erros que já existiam vieram à luz.
O primeiro deles é um misto de falta de coragem e entendimento do conteúdo que se tem em mãos. Verdade que a DC sempre funcionou muito bem com sua sagas mais autorais, mas, indo além dos cinemas, por que suas séries estão quase todas ligadas à CW, que é um canal de nicho adolescente? (PS: para não ser mal interpretado, falo de conteúdo para diversos públicos.) Enquanto as séries da Marvel, até fugindo muito de sua linguagem no cinema, brilham na Netflix, por que não existiu algo pensado para HBO, hoje a empresa que mais entra em embate de mercado com esta maravilhosa empresa de streaming? Meu ponto é que, se existia uma empresa no começo dos anos 2000 que poderia ter feito isso, essa empresa era a Warner, por conta de grana, know-how, e principalmente por ser uma empresa que tem a maior quantidade de conteúdo para adaptação (ela tem os direitos de todos os heróis da DC). A impressão que fica é que os executivos da Warner nunca leram quadrinhos, porém sabem o tamanho dos personagens, e aí vem o medo de fazer qualquer coisa com eles; quando decidem criar algo, focam numa pesquisa qualitativa genérica do que as pessoas querem assistir, ficando à mercê da sorte de escolher um diretor que possua tal visão.
Ainda na linha de “não entender seus personagens”, muitas vezes a Warner/DC respondeu em seus filmes sem olhar o personagem que tinha em mãos. Moldar o personagem de forma míope para um fim escuso de sua essência. Para mim, o filme da Mulher-Gato sofre pelo sucesso de Homem-Aranha (não em estética), e Lanterna Verde, por conta do êxito na linguagem da Marvel, não observando que tais escolhas advêm da construção de um signo já testado, e não um personagem qualquer fantasiado.
Saindo um pouco da introdução: o cavalo selado passou e não foi a DC/Warner que montou. Agora precisam correr atrás. Não sei se graças ao motivo de fazer caixa para as demais produções (não importa se este filme é ruim ou bom, fará muito dinheiro e as bilheterias já demonstram isso) ou por ser a maneira mais segura de se construir um universo em praticamente um só filme, cuja principal concorrente fez/desenvolveu em cinco, nasceu Batman vs Superman, e, para mim, este é o principal problema do longa em que mais para frente entrarei (spoiler do texto… hehehe).
Zack Snyder, o Judas, e os críticos com suas pedras.
Eis a pessoa que foi alçada ao papel de vilão.
Zack Snyder é um diretor que tem suas qualidades, isso mesmo. Qua-li-da-des.
É um cara que possui um cuidado invejável com figurino, maquiagem e cabelo, é muito criativo em relação à estética, planos e transições, entre outras coisas. Porém, tem seu calcanhar de Aquiles na direção de atores (apesar de eu não achar exatamente este o problema do filme) e desenvolvimento de roteiro. Falo de boca cheia que, se ele tivesse feito um estágio com um diretor como Paul Thomas Anderson, e tivesse absorvido muita coisa de como trabalha, talvez teríamos aqui um profissional muito acima da média hoje. Mas não. Infelizmente virou um filho pródigo da Warner (todos os seus 6 filmes foram produzidos pela empresa), foi colocado como um visionário, e infelizmente acreditou no elogio, motivo pelo qual é difícil ver evolução em seu trabalho nos filmes que se seguem, obtendo melhores resultados com roteiros mais simples (perceba que falei simples, não ruim).
Agora, trata-se de um cara bem melhor do que a crítica (tanto de cinema quanto de quadrinhos) coloca. Aliás, nesta história toda de Rotten Tomatoes e outros, se tem uma questão que ficou evidente, é uma má vontade (no caso de alguns, uma espécie de “bullying profissional”) que alguns têm com ele. Não digo nem na questão deste filme em específico, mas na carreira. Acho que já devem ter visto memes criticando ou defendendo-o, usando montagens com a página já citada, mas faça você mesmo: veja a sua nota para o filme 300 e Madrugada dos Mortos, então compare com filmes como Sharknado e veja o resultado. Desculpe a franqueza, mas toda essa postura nos trouxe “pérolas”, como a de o filme ser o “cúmulo do lixo”, mas, ao ler a crítica, descobrimos que para esta pessoa o melhor filme de herói já feito foi Batman Forever. Obviamente, existem críticas (positivas e negativas) que são boas, mas em alguns cliques vemos muito mais haters com superpoderes em seu teclado do que pessoas de fato querendo analisar a obra. Rotten Tomatoes agradece.
Entrando em outras críticas recorrentes:
Por que este tom tão sombrio?
Para mim, quadrinhos da DC combinam com este tom. São mais densos. Sim, se levam mais a sério e de fato são (para não gerar ruído, não é uma crítica à Marvel, mas existem diferenças entre as editoras e gostar mais de uma do que da outra é normal).
Filmes da DC não têm humor!
De fato tem pouco, mas até que ponto um bom filme precisa necessariamente de humor!? Para mim, e falo sem problema algum, mesmo que haja divergências de gosto, o melhor filme de heróis (que de fato é repleto de visão autoral) é The Dark Knight. Faltou humor?
O personagem dos quadrinhos é diferente!
Isso é uma questão bem complicada, pois, ao mesmo tempo que entendo a crítica, na qual já resvalei para falar da Warner, tem vezes que ela também é cunhada muito por gosto e purismo na linha criança mimada gritando “o Snyder mexeu no meu boneco do Superman”. O que posso falar sobre isso é que, mais da DC, os personagens já sofreram diversas mudanças e foram construídos com muitas linhas divergentes, e aquilo que se vê é só mais uma. Gostar ou não é normal e inteiramente respeitável; falar que a pessoa não entende o personagem pode ser presunção e se colocar acima do outro sem que isso seja verdade.
Como uma pessoa que teve uma adolescência de leitor ávido, principalmente de DC, adaptar com exatidão, dentro da minha visão (sim, também tenho), sabendo das inúmeras mudanças dos personagens pela história, é uma questão relativa.
O que me importa e faz me sentir representado é quando fazem filmes bacanas com os personagens que estiveram comigo pela vida. Não existe maior fan service que este.
O Filme — Se chegou até aqui, obrigado e desculpa. Precisava desabafar
Antes eu precisava pontuar algumas coisas até para que soubessem para quem vai cada elogio e crítica, e para relevar algumas coisas. Uma delas é:
Eu consegui entender (ao menos acho) o motivo da divisão entre pessoas que odiaram e amaram o filme.
É uma obra muito extremada, na qual existem erros técnicos chatos e gritantes relacionados à construção de roteiro, quantidade de informações dissonantes e, como não teria jeito, montagem. Porém, quando o filme acerta, ele é MUITO bom.
Indo do pior para o melhor, a questão da obrigatoriedade do roteiro de, num só filme, construir e dar um start para outros cinco, além de apresentar novos personagens, mais um personagem novo/velho, e ainda se resolver como trama, atrapalha demais. Por isso que sou muito solidário com roteiristas, montadores e o Snyder desta vez. Tiveram que resolver um pepino do qual não foram eles os criadores, que de forma duvidosa, o fazem.
Temos até então em torno de uma hora e vinte, e isso fica notório ao ponto de falar que a construção do universo talvez seja seu vilão mais cruel. Deixa o filme confuso, pois todo argumento precisa ser solucionado de forma rápida (por vezes genérica), que exige uma suspensão de descrença elevada. Aliás, a Louis Lane é o maior exemplo disso, e já não é deste filme. Como ela, humana, civil, consegue estar praticamente em todos os cantos nos quais a trama transcorre, cometendo atos que sabe-se lá o porquê? Sim. É forçado.
Continuando, como existe uma quantidade enorme de informações, sendo a maioria nova para quem assiste, ele é longo, gerando um problema de ritmo que contrasta demais com o que temos quando a ação está em tela. É um filme cuja empatia fica muito na mão de quem assiste, e “eis a questão”. Se não comprar, o restante do filme se torna descabido; se comprar, aí, amigo(a), você vai se divertir. Pois os atores, em sua maioria, estão muito bem.
Aliás, Ben Affleck (toma essa, sociedade), constrói um Batman cinzudo, estafado, mais violento… um avatar do pessimista social, que faz o que é necessário, com ou sem ética, para que as coisas sejam resolvidas, ao mesmo tempo muito errado e humano. Gal Gadot é outra que dá uma porrada na cara da sociedade. Dona de uma força, esperteza e personalidade fantástica. Os personagens secundários também estão bem e, entrando nos mais criticados, confesso que gostei do Henry Cavill. Ele faz bem o Superman para o qual foi desenhado. Muito forte, porém inexperiente. Jesus Cristo (o paralelo é muito trabalhado em metáforas visuais) no começo de carreira. E, para não dizer que neste sentido tudo são flores, Jesse Eisenberg… aí é uma questão polêmica. Quando você sabe quem é Lex Luthor nos quadrinhos, você pira. Inclusive, mais que ele no filme. Pelo que foi mostrado, parece-me uma leitura interessante, porém completamente equivocada. E não falo dos quadrinhos, mas sim do roteiro que para ele foi escrito. Ah! Existe uma tese de que ele age desta forma por estar possuído pelo vilão que veremos no filme da Liga da Justiça. Isso faz sentido? Sim, mas precisava ser mostrado em tela, o que não foi feito. É uma ponta solta, hoje, muito complicada de se defender.
Visualmente (com tudo que interfere nesse sentido), na parte de som e ação, apesar de alguns planos derrapantes, o filme é ótimo. Tem boas ideias. Agora, repetindo, seus erros de forma no roteiro, construção e excesso de informação são gritantes, o que me faz passar um pouco o pano para a crítica, pois de fato incomoda demais e xingar a Warner. Basicamente, seus três principais heróis, ícones da cultura pop, vieram para salvar seus pescoços, nem que para isso façam, de certa forma, o papel de “boi de piranha”.
Ahww! Um pedido para um editor de uma alma elevada: quando sair a edição estendida, já noticiada, com 30 min a mais, por favor, faça uma nova edição de como seria o filme sem a necessidade de construção de universo, que ficou desconexa à trama.
Fan Service
Escrevo para um projeto de quadrinhos em que até agora só tratei disso de forma tangente. E, mais ou menos, continuarei assim… :D
A Legião dos Heróis compilou 45 easter eggs existentes no filme. Por conta do tamanho do texto, peço que entrem no link abaixo:
Porém, para não dizer que não disse nada, apesar de não ser exatamente uma adaptação de um arco, obviamente ele bebe na fonte de Batman — Cavaleiro das Trevas: figurino, planos, a questão da utilização de linguagem jornalística como forma de passar uma visão mundana de tudo aquilo, entre mais um monte de questões, e o arco que faz o Apocalipse se tornar famoso nas HQs (faço um corte no braço se o vilão da Liga da Justiça não for o Darkside). E, graças a uma citação direta a “Crise das Infinitas Terras”, nasceu nesta cachola perturbada uma teoria/premonição/sonho meio maluca…
E o futuro DC?
… pois, apesar de ser cena direta dos quadrinhos, eu não sei se isso não é uma trucagem. Até porque também temos diversas referências aos games do Batman, inclusive nas lutas. Minha hipótese é: e se, em vez de adaptar este icônico e longo arco que foi citado, pois havia a necessidade de unificar tudo para um só universo, fizessem o de Injustice (jogo que depois virou quadrinhos), que possui algumas semelhanças e é bem mais conciso?
Outra teoria maluca que martela na minha cabeça: e se tivéssemos um universo compartilhado para tal arte? E se a carta da Warner for utilizar isso para um trampolim para os jogos, como a Marvel fez de seu universo nos quadrinhos para o cinema? Eu sei, é meio insano, mas não se pode esquecer que o mercado de games tem um faturamento maior que, juntos, o de Cinema e Música. Além do fato de que, se uma coisa foi feita muito bem nos últimos tempos pela DC, no sentido de ampliação de seus personagens, foram animações e jogos.
Deixando o devaneio de lado para voltar ao cinema, sem deixar uma pitada de maluquice por tudo que critiquei acima, eu vejo com bons olhos o universo de DC.
Calma. Aqui eu tenho argumentos. :D
Primeiramente, já temos uma linha visual e um tom, até para quando for usado humor. Aqui é polêmico, pois eu gosto, outros não, porém haverá tênues adaptações, até ser maturado, mas já tem algo que bebe da fonte do que o Snyder tem de melhor: estética.
É isso que te faz otimista de fato?
Não. Porém, somado a isso, a escolha de diretores como Patty Jenkins, James Wan, David Ayer e a possibilidade de Ben Affleck na direção de um filme do Batman animam. Primeiro porque são diretores melhores na questão de desenvolvimento de roteiro e direção de atores (vejo uma relação de ganha/ganha nesse sentido), e, como já falado, a DC dá maior liberdade de criação a diretores que possuem um trabalho já comprovado. Minha crença é por eles, não nos executivos da Warner, que precisam colocar alguém para organizar a bagaça sem ser intrusivo como acontece na Marvel, em que diretores, inclusive Patty Jenkins e Edgar Wright, além de atores como Edward Norton, já desistiram de trabalhar advindo do gargalo criativo causado pela empresa (leia Kevin Feige). Essa é uma relação que, ao meu parecer, quanto mais equilibrada e aberta para diálogo das partes for, melhor se tornará por vários aspectos.
Escreveu, escreveu, escreveu e não tem nota?
É difícil. O filme lembra muito este texto. Longo, por vezes arrastado, com erros nítidos ou de gosto ou de excessiva adjetivação, para passar um monte de questões de forma mais rápida e não se transformar numa novela, porém sabendo que falta profundidade. Mas tem lá suas qualidades…
Aaaaiiiiiiii…
Já sei! Será por analogia.
Fiz faculdade em uma instituição que não tinha recuperação de forma alguma, ou seja, era necessário tirar nota 7. Assim, se você tirasse até 6,75, o arredondamento era automático, e entre 6,74 e 6,5 ficava a cargo do professor decidir pelo conceito que bem entendesse.
A nota é 6,74 e você é o professor. Nesta polaridade de amo ou odeio que envolve o filme e seu entorno, é o mais justo e intelectualmente honesto que posso aconselhar. Vá ao cinema (vá mesmo, pois aproveitará melhor o que o longa tem de mais proveitoso) e defina se ficará de DP ou não.
Ok. Mas para você passou de ano?
Eu sou DCneco. Não vale… :P
Pinceladas de cenas pós-creditos que não existem
- Eu só vi os dois primeiros trailers do filme e o primeiro de Guerra Civil. Lógico que os gifs que pipocam em minha timeline deram cenas do que não quis ver, mas confesso que estou feliz com o resultado. Enquanto DC e Marvel não entenderem que existe a possibilidade de fazê-lo sem entregar a estrutura de roteiro, vejo muita vantagem nisso.
- Tenho a impressão de que este é daqueles filmes em que, ao ver pela segunda vez, algumas perspectivas e opiniões mudam. Mas só saberei isso quando o fizer, e provavelmente não será no cinema. Haja dinheiro!
- Não falei da tal cena que foi vazada do final do filme de propósito. Eu concordo que tem gente exagerando nessa questão, tratando spoiler como ofensa moral, que é um exagero. Agora, existem spoilers e spoilers. Assistir a Sexto Sentido ou Seven sabendo o final é a mesma coisa? Não, né. Não se faz isso com o final que tem pretensão de impactar. Sendo assim, fiquem com o ditado: “Prudência e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”.
- Ah! Escutem o Balão (https://soundcloud.com/paupedra/sets/bal-o-de-fala), que fica no canal do É Pau, É Pedra, um podcast colaborativo (https://soundcloud.com/paupedra), leiam os demais textos e, se gosta de quadrinhos, faça parte de sua comunidade de discussão e troca informações e experiências na rede do Zucka (https://www.facebook.com/groups/balaodefala/?fref=ts).